Vinhos Portugueses.

Outubro 2, 2009 por blogygastronomia03

vinho-queijo

Portugal é uma ilha de uvas autóctones, que não existem em outro lugar, apenas na terrinha. Uvas como a tinta Touriga Nacional, hoje, a melhor variedade portuguesa, e uma das melhores do mundo, podem ser conferidas apenas neste país, além da variedade Antão Vaz, espetacular uva branca, entre as mais nobres da Europa. Assim, hoje indicarei alguns vinhos de personalidade que só vinhos portugueses conseguem apresentar. Confira esta opção de vinhos diferenciados.

- Paulo Laureano Premium Tinto 2007 – Esse vinho é produzido com as castas aragonêz, trincadeira, alicante. O resultado é um tinto de aroma frutado com notas de café, proveniente da torrefação das barricas. Na boca, tem sabor levemente tostado, taninos macios, e sabor frutado longo. Um vinho ideal para acompanhar grelhados, aves assadas e bacalhoada. http://migre.me/803B

- Monte Velho Branco 2007 – É a perfeita combinação das variedades roupeiro, antão vaz, perrum. Um vinho de aspecto cristalino, detentor de um intenso aroma de frutas. Na boca, apresenta um sabor rico, cheio, equilibrado e muito frutado. Ótimo para harmonizar peixe grelhado, carne panada (à moda milanesa) e mariscos. http://migre.me/804f

- Pequeno Pintor Tinto 2006 – Um tinto que traduz bem as características de suas uvas, a Aragones-Castelão e a Trincadeira. Apresenta um aroma fresco e vivo, com notas de madeira que combinam com o aroma de fruta vermelha e ameixa. Na boca é equilibrado, com taninos afinados. Um belo tinto para beber desde já deixando agradáveis notas tostadas no final. http://migre.me/807x

- Esporão Reserva Branco 2008 – As castas desse vinho ditam sua personalidade. Um Branco frutado, elegante e com notas de madeira. Na boca é encorpado, sedoso, muito parecido ao Chardonnay californiano. Um par perfeito para acompanhar bacalhau churrasqueado, aves assadas e frutos do mar. http://migre.me/808N

Um vinho medalha de ouro.

Setembro 25, 2009 por blogygastronomia03

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Caro leitor,

Não é todo dia que temos a grande oportunidade de degustar um vinho medalha de ouro, com merecidos 90 pontos RP. Hoje tive esse imenso prazer. Abri uma garrafa que estava reservada por algum tempo em minha adega. Estava guardando para uma ocasião especial, mas meu desejo, combinado a uma imensa curiosidade, contribuiu para a decisão de abri-lo antes da hora. Uma coisa posso dizer, não estou nem um pouco arrependido. Antes do primeiro gole, tive certeza que havia me deparado com um vinho branco nobre, com uma intensa presença aromática de maçã madura, notas de mel e leve petrolato típico da variedade. Na boca, percebe-se intensidade do sabor frutado e uma acidez perfeitamente integrada ao álcool, o que resulta em um vinho carnudo e de sabor persistente. Degustei esse vinho sem nenhum acompanhamento gastronômico, mas devido a suas características, tenho certeza que esse vinho seria perfeito para harmonizar uma saborosa lagosta. Caso alguém já tenha feito essa ou outras combinações, fique a vontade para deixar um comentário. http://migre.me/7vkG

Qualidade a um preço camarada.

Setembro 18, 2009 por blogygastronomia03

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Ontem decidi seguir um conselho dado por um grande amigo sommelier. Ele indicou um interessante vinho português chamado Tinto da Anfora 2006. Esse tinto conquistou meu paladar após o primeiro gole. Produzido através da seleção de seis castas – Aragonez, Touringa Nacional, Trincadeira, Alfrocheiro e Cabernet Sauvignon – especialmente cultivadas em um vinhedo situado sob as exclusivas condições naturais encontradas na região sul de Portugal. O resultado dessa mistura de casta, combinado a um estágio de 12 meses em barris de carvalho, é um vinho complexo, elegante e macio. Seu aroma revela notas de frutas vermelhas, como amora, e sutis notas florais e de caramelo. Na boca, possui uma textura aveludada e um estruturado sabor de frutas. Um tinto detentor de bons taninos e um marcante final longo e persistente, fazendo dele uma indicação perfeita para harmonizar carnes grelhadas e churrasco. Da mesma forma que meu amigo, recomendo esse vinho para todos aqueles prezam por um tinto de qualidade a um preço camarada. http://migre.me/79vI

A nobreza de sabores.

Setembro 11, 2009 por blogygastronomia03

DA

Um dos meus passatempos preferidos é cozinhar. Ainda mais quando o objetivo é acompanhar uma deliciosa taça de vinho. Já havia degustado o vinho Alex Gambal Bourgogne Chardonnay 2005 com um saboroso prato de bacalhau gratinado. Contudo, seu perfumado aroma, que evoca a maçã madura, manga e notas de manteiga, me instigou a harmonizá-lo com uma receita de lagosta à thermidor que recebi de um grande amigo. Posso dizer que a combinação foi muito bem sucedida. Esse charmoso vinho branco possui um sabor redondo, frutado e muito elegante. Um acompanhamento perfeito para fazer jus a nobreza de um prato de lagosta. Recomendo essa combinação. O vinho você pode encontrar na Wine – http://migre.me/6FDJ. A receita está postada abaixo. Agora é com vocês. Uma excelente refeição a todos!

 

Lagosta à thermidor

 

3 lagostas (350g de carne)

2 colheres (sopa) de manteiga

3 colheres (sopa) de farinha de trigo

1/2 litro de leite

4 colheres (sopa) de vinho branco seco (50ml)

200 g de champignon aferventado ou em conserva

4 gemas

1 pitada de pimenta-do-reino branca

1/2 colher (sopa) de sal

200 g de queijo prato ralado

1 lata de creme de leite

Cozinhe as lagostas em água fervente com sal por aproximadamente 15 minutos. Escorra-as, abra-as, retire toda a carne e corte em pedaços. Reserve. Aqueça a manteiga e doure a farinha. Junte aos poucos o leite e o vinho branco, mexendo sempre para não formar grumos. Acrescente os champignons e deixe o molho tomar consistência. Desligue o fogo e adicione as gemas, a pimenta, o sal, metade do queijo e o creme de leite, misturando bem após cada adição. Unte um recipiente refratário e disponha camadas alternadas de lagosta e creme. Polvilhe o restante do queijo ralado sobre a última camada de creme e leve o prato ao forno médio alto (200°C) por aproximadamente 15 minutos para gratinar. Sirva a seguir.

A tradição do Merlot português.

Setembro 3, 2009 por blogygastronomia03

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Se você procura um bom Merlot português, eu recomendo que você de preferência por vinícolas que já possuam a tradição do cultivo dessa saborosa casta. A vinícola Quinta da Bacalhôa é referência na produção de vinhos Merlot de qualidade superior. O cultivo da casta acontece desde os anos 80. A experiência no plantio combinado a um processo de modernização tecnológica no método de produção e o clima favorável de sua região, resulta em um vinho de forte personalidade que conquista a atenção e o paladar de quem se depara com seu marcante sabor. Sua linha mais conhecida de vinhos Merlot é a Má Partilha. Essa linha caiu no gosto dos apreciadores de todo a mundo, se tornando um campeão de vendas em Portugal. Recebeu, também, o titulo de melhor vinho de casta estrangeira em 1998. Tive a oportunidade de experimentar o Má Partilha 2005 e me deparei com um tinto de inebriante aroma frutado, com vividas notas herbáceas e de baunilha. Na boca, sua estrutura é encorpada e sedosa, realçada por seu sabor frutado e acidez moderada. Um tinto macio e elegante, perfeito para acompanhar carnes grelhadas de cordeiro, queijos duros e aves de caça. http://migre.me/6eEz

Um exemplo de Malbec argentino.

Agosto 26, 2009 por blogygastronomia03

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Localizada no centro da mais renomada região produtora de vinhos Malbec do mundo, Lujan de Cuyo (Mendonza, Argentina), a Bodega Enrique Foster construiu uma vinícola monumental, cercada por vinhedos com cerca de 80 anos de idade. O objetivo dessa bodega é produzir, a qualquer custo, o melhor Malbec argentino, que é considerado o melhor Malbec do mundo. Foram realizados altos investimentos no processo de produção para cumprir com essa missão, seja na utilização de equipamentos de aço inoxidável ou nos novos barris de carvalho francês para o envelhecimento de seus vinhos. Esforços como esses não passam despercebidos, por isso essa Bodega é mundialmente renomada e produz os melhores vinhos da região. Esse resultado por ser comprovado com a degustação do Enrique Foster Ique Malbec 2008. Um excelente exemplo de um Malbec argentino. Em seu aroma, podemos notar inebriantes aromas de pimenta e tabaco, com concentradas notas de frutas negras. Na boca, é um tinto de corpo médio, macio e com uma excelente estrutura. Uma excelente profundidade que resulta em um delicioso final que combina frutas pretas e vermelhas. Perfeito para harmonizar carnes grelhadas, massas e queijos em geral. http://migre.me/5OBK

Chocolate, frutas e um bom vinho.

Agosto 21, 2009 por blogygastronomia03

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Não há dúvidas que um bom fondue é o prato perfeito nos dias frios. Quando este é combinado com uma taça de um delicioso vinho, ocorre uma explosão de sabores em nossas bocas. Ouvimos muito sobre combinação de fondues de queijo com vinhos brancos e, também, com vinhos tintos. Mas, como bom chocólatra, gostaria de falar sobre fondues de chocolate. Esse fondue merece destaque, não só por seu fenomenal sabor, mas por não ter muito segredo no seu preparo, já que é preciso somente um chocolate de qualidade e frutas frescas da época. A sorte para nós brasileiros é que a época dos fondues coincide com a dos morangos, um dos melhores acompanhamentos para esse prato. Uma dica é sempre dar preferência para frutas bem frescas e crocantes, com uma acidez marcada, para dar contraste com o cremoso sabor do chocolate.

Como ocorre com o fondue de queijo, um bom vinho também realça o sabor do chocolate de uma maneira única e inconfundível. Para não errar na escolha, sempre dê preferência para os vinhos igualmente doces, já que a acidez dos vinhos secos anula do sabor doce do chocolate. O melhor vinho para acompanhar é o famoso vinho do Porto. Dentre eles, minha sugestão é o vinho do Porto Tawny. Ele é doce e muito aveludado. Na boca, possui uma ótima acidez e sabor de fruta bem madura, enchendo a boca com os seus notáveis cítricos. O principal desse vinho é que ele não prejudica o sabor da fruta, nem briga com sua acidez.

É caro leitor, confesso que fiquei com água na boca. Espero que você também. Caso não tenha ficado, experimente essa combinação e garanto que vai ser amor a primeira vista, ou melhor, a primeira mordida. http://migre.me/5qbw

A elegante Merlot.

Agosto 13, 2009 por blogygastronomia03

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Já não é novidade para os amantes de vinhos que a casta Cabernet Sauvignon é conhecida com a “Rainha das Uvas”, produzindo vinhos de altíssima qualidade e sabor. Contudo, outra casta de enorme prestígio, também originada da região de Bordeaux, conseguiu sair debaixo da sobra da Cabernet e se consolidou como uma das castas viníferas mais cultivada no mundo. A Merlot foi considerada por muito tempo somente como “a outra tinta de Bordeaux”, onde a Cabernet Sauvignon reinava absoluta. Essa percepção mudou a partir de 1980 quando começaram a surgir os vinhos vindos do Novo Mundo. A Merlot é uma uva misteriosa, sendo que seus primeiros registros oficiais somente ocorrem em 1784. Descendente da Cabernet Franc e meia irmã da Camanere e da Cabernet Sauvignon, seu nome provem de um pássaro chamado “Merle”, que costumava se deliciar com seus doces cachos.

Por não existir um consenso sobro o cultivo, o tempo de maturação e ponto ideal de colheita, a Merlot é considerada uma uva controversa. Existem duas vertentes que acreditam na colheita em períodos diferentes. A primeira, encabeçada pelo enólogo Michael Rolland, acredita que a uva deve ser colhida o mais tarde possível para concentrar os açucares e a maturação fenólica. Já a outra vertente, comandada por Christian Moueix e Jean-Claude Berrouet, alega que a colheita tardia prejudica a acidez e supervaloriza os aromas frutados, o que deixa os vinhos pesados, carnudos com relação a elegância, frescor e longevidade. Também não existe consenso quanto aos aromas e sabores típicos da Merlot. Toda essa questão gerou uma crise de identidade.

Hoje, podemos afirmar que a uva Merlot é uma casta que se apresenta em cachos. Sua cor é azul-negra-violácea. Seus bagos possuem pele mais fina com menos pigmento, tanino e menos acidez. Em contrapartida, apresenta mais açucares e, consequentemente, mais a álcool. É também mais suave, carnuda e aromática. Os aromas primários mais encontrados são de frutas pretas, herbáceos e especiarias. Quando o vinho estagia em madeira surgem novos aromas, como caramelo, baunilha, coco, bala, toffe, chocolate, café, torrefação, tostado, cedro, entre outros.

Na boca, a principal característica é a textura macia, sedosa e aveludada, com acidez e álcool equilibrados em corpo médio e taninos redondos. Os aromas de boca mais presentes são os de frutas pretas, herbáceos e algum sumo de carne. O uso de madeira pode ser benéfico. Porém muitos produtores não utilizam carvalho novo para não perder a elegância da uva. http://migre.me/50g4

O significado dos nomes.

Agosto 4, 2009 por blogygastronomia03

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A maioria dos vinhos italianos recebe o nome correspondente da uva a qual é fabricado. Contudo, outra nomenclatura também é atribuída a esses vinhos, uma que indique a região que estes foram produzidos. Atualmente a Itália se destaca como um grande produtor de vinhos no mundo. Ela produz, como a França, um enorme conjunto de vinhos de ótima qualidade. Sua geografia diversificada permite a produção de vinhos que possuem uma diferença significativa entre eles. Assim, surgiu a necessidade de identificá-los, também, por região.  Para entender a diversidade de regiões da Itália, elas estão agrupadas segundo sua localização geográfica, o que engloba características como latitude, altitude e influência do mar. Em cada uma dessas macro-regiões abrigam dezenas de DOCs (Denominações de Origem). As Garrafas italianas carregam as seguintes denominações:  

- V.D.T (Vino da Tavola) – Conhecido como vinho de mesa. São vinhos mais básico. Mas receber essa nomenclatura não significa que o vinho é de baixa qualidade, mas que tem um grau extra de anonimato.

- I.G.T  (Indicazione Greografica Tipica) – São vinhos de origem regional. Há uma única exigência fundamental para que ele seja classificado como tal. Que as uvas sejam provenientes de determinada região.

- D.O.C (Denominazione d`Origine Controllata – é a mais freqüente classificação usada para vinhos de qualidade superior devido ao seu  processo de produção obedecer a um conjunto de regras muito rígidas, como os tipos de uva, métodos de plantio e vinificação, produtividade por hectare etc.

   – D.O.C.G (Denominazione d’Origine Controllata e Garantita) – Foi concebido como uma espécie de “super-conjunto” de D.O.C, com a intenção de identificar as melhores classes de vinhos. Todos os vinhos carregam uma etiqueta de papel no gargalo da garrafa contendo informações indicando a sua autenticidade.

Espero que isso facilite na próxima vez que for escolher um vinho italiano. Mas minha opinião é que a qualidade desses vinhos vai além de uma mera classificação atribuída aos seus nomes. http://migre.me/4FGg

O que os olhos não vêem…

Julho 28, 2009 por blogygastronomia03

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O ser humano está condicionado a responder de algumas maneiras quando estimulados de uma forma que atice seus núcleos sensoriais de prazer. Principalmente quando altos valores estão envolvidos. Isso acontece em inúmeros momentos da vida, seja na comprar de uma roupa de grife ou em comer aquela tão desejada comida. No caso dos vinhos não seria diferente. Não podemos esquecer que para obter matéria prima de qualidade são precisos gastos que serão repassados para o preço final do vinho, mas isso não garante que o resultado final seja diretamente proporcional à quantia gasta na produção. São inúmeros os casos de vinhos caros que causaram algum tipo de decepção. Aliás, esse é um dos encantos do mundo dos vinhos, por isso é necessário provar, provar e provar. Um vinho barato pode não ser excepcional, mas pode agradar sem pesar no bolso. Um exemplo disso foi o estudo realizado nos Estados Unidos, onde 20 pessoas participaram de um teste cego, onde foi servido o mesmo vinho. A diferença ocorreu no momento que foram alimentados os valores, que variavam de 5 a 90 dólares, enquanto degustavam o vinho. A grande maioria dos participantes respondeu melhor aos vinhos mais caros. Não são novas as pesquisas que demonstram que as percepções dos consumidores são afetadas pelo marketing. Assim, meu conselho é que seja como for, o que importa é o gosto pessoal, que não deve ficar vinculado a nenhuma faixa de preço. Portanto, aproveite para saborear um vinho pelo seu conteúdo e não pelo seu nome. http://migre.me/4i7j